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Vou Contar Um Segredo

Como Ser Saudável Num Mundo Insalubre

Vou Contar Um Segredo

Como Ser Saudável Num Mundo Insalubre

Superalimentos de Algas Marinhas

 No oriente, a utilização de algas é feita há milhares de anos e está bastante presente na alimentação dessa zona do mundo. Por aqui, não é tão normal incluir algas na nossa alimentação e por isso acho importante falar nestes superalimentos que tão bem nos fazem!

Fontes de iodo e de fitonutrientes, as algas marinhas contêm mais sais minerais do que qualquer outro alimento, podem ter até 10 vezes mais cálcio do que o leite e 8 vezes mais ferro do que a carne de vaca!

Dependendo da quantidade de exposição solar que as algas sofrem, elas podem ser vermelhas, castanhas ou verdes. Normalmente são vendidas secas mas basta demolhá-las alguns minutos para que fiquem novamente macias.

 

  

  • Alga Arame: Fina, de cor castanha e de sabor suave e adocicado, liga bem cozinhada com abóbora, cenouras, cebolas ou inhame. Também liga bem com Tofu e Tempeh. É benéfica para os orgãos reprodutores femininos.
  • Alga Dulse - De cor vermelha, o seu sabor suave faz lembrar frutos secos. Como não precisa de ser cozinhada é ideal para ser utilizada na salada como substituto de alface. 
  • Alga Nori - Vinda do Japão esta alga é conhecida por ser utilizada para embrulhar o sushi. Não é necessário demolhá-la antes de a utilizar e pode ser usada com legumes cozidos e crus, macarrão, tofu, seitan, tempeh, ou peixe para fazer sushi. De todas as algas é a que tem o mais elevado teor em proteína, ferro, vitaminas A e B2. É a única alga sem sódio.
  • Alga Wakame - É a alga com mais quantidade de ácido algínico, que limpa metais pesados que possam estar presentes no intestino, como chumbo, mercúrio, e cádmio. Use-a na sopa de miso, em saladas, com legumes frescos ou em pratos de feijão.
  • Alga Kelp - É a maior fonte natural de iodo e eficaz em tratamentos especificos da tiróide. É mais utilizada sob a forma de pó, para adicionar a sumos ou batidos, e sob a forma de comprimidos.
  • Alga Kombu - Torna os alimentos mais tenros e realça sabores. Ideal para cozinhar com feijão ou aromatizar sopas. Os japoneses utilizam-na na confeção da sua tradicional sopa chamada dashi.
  • Alga Hijiki - Devido às altas concentrações de arsénio inorgânico presente, foi aconselhado pela Food Standards Agency do Reino Unido, como um alimento a evitar, podendo ser substituída por outras algas.
  • Alga Chlorella - Mais informações no post sobre os superalimentos verdes - aqui

 

Dica - Sempre que cozinhar feijão, adicione uma tira de uma alga (Kombu é a ideal) na panela. As algas absorvem os gases dos feijões e assim poderá dizer adeus à flatulência seguida de um prato de feijão.

 

Para algumas receitas com algas clique aqui

 

 

 

Superalimentos de Ervas Aromáticas

 As plantas aromáticas são muito pouco mencionadas nas listas dos superalimentos, no entanto também elas são excelentes fontes de combate a doenças e de fortalecimento do nosso sistema imunitário.

 

  • Ástragalo 

     Planta medicinal proveniente da Mongólia e China que é um fortificante para o sistema imunitário. É utilizada em doenças crónicas, no combate às constipações, gripes e fadiga. Melhora o funcionamento do processo digestivo, fortalecendo o intestino. Contém na sua composição flavonoides, aminoácidos e oligoelementos, entre outros. As suas raízes têm minerais como: cálcio, ferro, magnésio, zinco e potássio.  

 

 

  • Urtigas 

     

    As urtigas limpam os intestinos, o fígado e ajudam a defender das infeções. Uma chávena de chá de urtigas de manhã é indicado para quem sofre de prisão de ventre pois estimula as idas à casa de banho. Aconselhadas também para os homens que têm problemas de próstata. São ricas em vitaminas e sais minerais e podem ser utilizadas em saladas depois de cozinhadas (assim perdem o mau cheiro).

 

 

  • Aloé Vera  

     

    Cacto verde com mais de 200 componentes.
    Contém vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6 e C, sódio, potássio, magnésio, zinco e selénio. É imunoestimulante devido à presença de polissacarídeos, nomeadamente de acemanana. Quando aplicado diretamente na pele, é um ótimo cicatrizante em cortes, ferimentos e queimaduras em geral, problemas de acne ou picadas de inseto. Uma colher de sopa por dia, alivia os problemas digestivos, gases e flautulência.

 

 

 

  • Ginseng da Sibéria 

     

     É das plantas que apresenta melhores efeitos curativos.
    Tem poderes rejuvenescedores, fortifica o sangue e ajuda o organismo a adaptar-se ao stress.
    Christopher Gussa fundador do Plant Cures Inc., afirmou que "Eleutherococcus Senticosis (Ginseng Siberiano) é mais tonificante do que o verdadeiro Ginseng (Panax). É neutro energeticamente e por isso é apropriado para o uso diário. Tomado regularmente, ele melhora a função imunológica, aumenta os níveis de cortisona e a resposta anti- inflamatória, e em estudos com seres humanos promoveu um melhor desempenho físico e cognitivo."

 

  • Equinácea

 

 

Ativadora do fluido linfático, contém polissacáridos, glicoproteínas, alcamidas, óleos voláteis e flavonóides. Aumenta a função imunológica, alivia a dor, reduz a inflamação, e tem efeitos hormonais, antivirais e antioxidantes. Eficaz nas constipações e gripes, um estudo sugere ainda que o extracto de Echinacea tem uma ação antiviral sobre o desenvolvimento de herpes recorrentes.

Inibe a enzima hialuronidase (produzida por várias bactérias), o que impede a progressão das infeções e fazendo da equinácea uma planta com capacidades anti-inflamatórias.

 

 

Superalimentos de Abelhas

 

 As substâncias produzidas pelas abelhas (Geleia Real, Pólen e Própolis) contêm grandes poderes curativos e por isso fazem parte da lista dos Superalimentos.

 

  • Geleia Real 

 

 Substância produzida pelas abelhas obreiras, mais rara que o mel, já que é produzida apenas durante um período das suas vidas e é apenas destinada a alimentar as larvas (3 dias) e a abelha-rainha (o seu tempo de vida).
A abelha-rainha só vive de geleia real e vive aproximadamente 40 vezes mais tempo do que o resto das abelhas. Isto deve-se ao conteúdo fantástico de nutrientes presentes: proteínas, lipídos, carbohidratos, vitaminas, enzimas, sais minerais e substâncias biocatalizadoras nos processos de regeneração das células.
Estudos demonstraram que a geleia real contém um antibiótico poderoso  e detém o desenvolvimento de bactérias que causam problemas gastrointestinais e borbulhas na pele.

Disponível em forma de pasta, líquido ou cápsulas.

 

 

  • Pólen de Abelhas 

 

 Considerado o supra-sumo, produzido pelas plantas com flores e recolhido pelas abelhas, o pólen constitui uma excelente fonte de nutrientes sendo um dos melhores remédios naturais que existem.

 

Rico em betacaroteno e vitaminas, contém cerca de 40% de proteínas sendo excelente para pessoas que têm uma alimentação vegetariana. No caso dos aminoácidos presentes, destacam-se a histidina, metionina, treonina, fenilalanina, arginina, cistina, lisina, triptofano.

É um antídoto natural a combater a febre dos fenos. Ajuda a combater as alergias, infeções crónicas, hipertrofia da próstata e carências alimentares. Neutraliza os sinais de envelhecimento e aumenta a capacidade física e mental, tornando-se ideal para as necessidades nutricionais extras de atletas e daqueles que recuperam de uma doença.

À venda sob a forma de grânulos, cápsulas e pó.

 

 

  • Própolis

 Própolis é uma substância pegajosa com a qual as abelhas revestem o exterior da colmeia para a esterilizar. É um antibiótico natural pois impede que as bactérias se multipliquem num organismo - tem a propriedade de reforçar o nosso sistema imunitário.

Mantém e beneficia as bactérias essenciais para a saúde, o que faz dela uma ajuda eficaz para melhorar ferimentos na pele, acne, dores da gripe e até artrite devido às suas qualidades anti-fúngicas, anti-sépticas e anti-inflamatórias. Também tem propriedades antivirais sendo indicada para ajudar a eliminar herpes, rotavírus, adenovírus, gripe, inflamação da boca, da garganta e das amígdalas.

Tenho sempre em casa própolis em spray pois é mais fácil a sua aplicação, quando tenho dores de garganta, e é muito, muito eficaz!

 

 

Superalimentos Verdes

 Os superalimentos são, segundo a nutricionista Gillian Mckeith, os alimentos mais poderosos e ricos em nutrientes que existem na Terra - sem substâncias prejudiciais, sem gorduras más e virtualmente sem calorias. Normalmente são alimentos naturais, inteiros e contêm alto teor de antioxidantes, vitaminas, minerais, aminoácidos ou ácidos gordos essenciais. Têm excelentes resultados na prevenção de doenças, no fortalecimento dos orgãos e em manter a boa forma física e psíquica.

Podem ser comparados a uma central energética que pode realizar a sua transformação numa pessoa mais saudável e mais elegante.

 Os Superalimentos Verdes têm vitaminas e sais minerais que protejem e tratam o corpo, contêm a melhor concentração de nutrientes fáceis de digerir e compostos que queimam gorduras. Além disso são ricos em bactérias saudáveis que ajudam o aparelho digestivo a funcionar. São eles:

  • Folhas de Alfafa - Rejuvenesce todo o organismo, contém todas as vitaminas conhecidas e sais minerais, enzimas digestivas, fitoestrogénio, flavonóides, aminoácidos e clorofila.
  • Folhas de Cevada Verde - Tem todos os nutrientes necessários ao corpo humano (excepto vitamina D) e possui tantas proteínas como a carne.
  • Folhas de Trigo - Precisam ser liquidificadas pois as suas folhas são indigeríveis ou então tomadas em cápsulas, pó ou comprimidos. Excelente fonte de cálcio, ferro, magnésio, potássio, fósforo e zinco. Reconstituem o sistema endócrino, reforçam a imunidade, favorecem a perda de peso (devido ao seu conteúdo de enzimas e ao seu efeito purificador) e ajudam a digestão.
  • Algas Selvagens Azuis-Verdes - contém todos os ingredientes essencias: aminoácidos, sais minerais, vitaminas, enzimas vivas e proteínas (mais proteína do que a carne e o feijão de soja), são a melhor fonte de betacaroteno, vitamina B e clorofila.
  • Spirulina - Microalga com um dos conteúdos de proteínas mais ricos de todos os alimentos naturais. Contém 60 a 70% de proteínas completas. Ajuda a controlar os níveis de açucar no sangue e o desejo intenso de comer.
  • Chlorella - Alga de água doce rica em vitamina B12, zinco, ferro, clorofila, proteínas e ácidos gordos essenciais. Pode reforçar o sistema imunitário, reduzir o colesterol e prevenir o endurecimento das artérias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Arsénio e a Contaminação do Arroz

  Arrisco dizer que o arroz é o cereal mais utilizado no nosso país mas ao contrário de muitos outros lugares, aqui pouca gente ouviu falar na problemática contaminação do arroz por arsénio. O mais curioso é que quando comento sobre este assunto com alguém, parece que as pessoas não acreditam ou que simplesmente não querem saber pois não conseguem imaginar uma vida alimentar sem arroz. Mesmo assim, resolvi escrever sobre este tema porque sei que há ouvidos que querem ouvir e há olhos que querem ler. 

Descoberto na Idade Média, o Arsénio é um semimetal pesado cujos compostos são extremamente tóxicos, podendo em concentrações elevadas, causar distúrbios neurológicos e vários tipos de cancro, nomeadamente de pele, bexiga e pulmão assim como aumentar o risco de doença cardíaca e de diabetes tipo 2.
Uma dose de 140 miligramas de arsénio inorgânico é o suficiente para causar a morte de um ser humano adulto por dano à respiração celular, em poucas horas ou dias.

Naturalmente presente nas águas, principalmente nas subterrâneas, e no solo, a poluição por arsénio tornou-se um problema sanitário a nível mundial que afeta mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo.

É a base de venenos, sendo utilizado como inseticida, raticida, aditivo do chumbo nos grãos para armas de caça, para conservar peles, como descolorante no fabrico de vidro, etc.

A Organização Mundial de Saúde estabelece um limite máximo de 0,010 mg/L de arsénio em água para consumo humano.

 

 

 O Arsénio no Arroz

 

 Ao contrário dos outros cereais, o arroz é cultivado em condições inundadas pela água, portanto a presença de arsénio no solo é muito mais facilmente transmitido, permitindo que este seja absorvido pelas raízes e armazenado nos seus grãos (e o arroz biológico não é exceção). 

Apesar do arroz integral ter um maior valor nutricional, está mais contaminado pelo arsénio do que o arroz branco. Segundo o Consumer Reports, o processo de refinamento do arroz para produzir o arroz branco remove as camadas superficiais, reduzindo o arsénio total e o arsénio inorgânico no grão. No arroz integral, apenas a casca é removida permanecendo o farelo (fina película onde se concentram os nutrientes e que fica entre a casca e o grão do arroz). As concentrações de arsénio encontrados no farelo,

que é removido durante o processo de moagem para produzir o arroz branco, podem ser 10 a 20 vezes superiores aos níveis encontrados em grãos de arroz branco.  

O FDA (Food And Drug Administration) estuda há mais de 20 anos os efeitos nocivos do arsénio nos alimentos, nomeadamente no arroz e alerta para:

 

- Todos os consumidores incluíndo grávidas, crianças e bebés serem encorajados a ingerir uma dieta variada para minimizar os efeitos negativos que poderão surgir de se comer uma quantidade excessiva do mesmo alimento.

 

- Variar os cereais pois como o arroz há outros igualmente nutritivos.

 

- Considerar alternativas para as primeiras comidas sólidas dos bebés. Muitos bebés são alimentados com papas de arroz como primeira comida mas não existe nenhuma evidência médica que diga que o arroz tem alguma vantagem sobre os restantes cereais. Oferecer-lhes cereais como millet, amaranto, quinoa e aveia é uma opção mais saudável. A marca alemã Holle tem várias opções de papas biológicas sem arroz (e sem açucar!).

 

E para quem não prescinde de um prato de arroz é aconselhado:

1 - Cozer o arroz como se coze a massa: numa grande quantidade de água, no mínimo numa proporção de 6 para 1 chávena de arroz e no final coar a água. Desta maneira consegue-se reduzir em cerca de 30% os níveis de arsénio.

2 - Evitar o arroz integral e dar preferência ao arroz basmati branco. Num estudo nacional, verificou-se que o arroz basmati indiano reporta valores 5 vezes menores que os encontrados no arroz norte-americano; o arroz carolino português contém valores de arsénio entre os mais altos a nível nacional.

3 - Fazer um cálculo da quantidade semanal que se come de arroz para controlar os níveis de arsénio ingeridos. O Consumer Reports criou um sistema de pontos que nos facilita a vida (como os cálculos foram baseados no peso, as crianças recebem mais pontos pelo mesmo alimento).
O limite é de 7 pontos por semana! Quem aceita o desafio?

 

 

 

 

Somos o Que Comemos #10

Beber Água!!!

 

 

 

Quanta água devemos ingerir por dia?

A nutróloga brasileira, Luciana Carneiro responde que "um adulto saudável pode tomar cerca de 35 ml de água por quilo de peso. Por exemplo, um indivíduo de 70 kg deveria ingerir 2450 ml de água pura por dia".

Mas a água não é toda igual e o ideal seria bebermos água sem gás, mineral ou da nascente. Da torneira só se for filtrada para que haja uma diminuição das substâncias químicas e de todos os processos físicos a que a água foi submetida (é preciso ter em atenção que o filtro diminui mas não remove na sua totalidade todas as substâncias nocivas que esta água contém).

Ultimamente muito se tem falado na importância do ph da água potável. O nosso sangue é ligeiramente alcalino (ph 7.365) mas quando se acidifica, o nosso organismo usa mecanismos para o manter próximo destes valores e por vezes tem necessidade de ir buscar cálcio aos ossos (o cálcio alcaliniza o sangue) podendo levar à osteoporose. Se bebermos água ácida a situação piora trazendo problemas ao nosso organismo e doenças como o cancro que só se desenvolvem em meios ácidos. Daí ser importante beber água alcalina sem esquecer que existem outros factores a ter em consideração como os níveis de sódio, os níveis da mineralização da água ou os níveis de nitratos/nitritos e tudo depende também do organismo que vai beber a água. Por exemplo, para um bebé uma das características para que devemos olhar é para os níveis de sódio! Há que pesar todos os fatores na balança na hora de escolher.

Entre as marcas portuguesas é difícil encontrar águas com um ph alcalino, com a excepção da água Monchique que tem um ph de 9,5 mas os seus níveis de sódio são bastante elevados (104mg/L!!!), sendo uma água pouco mineralizada.

Nas águas estrangeiras temos a marca Evian com um ph neutro, baixo sódio e mineralização equilibrada; a marca Jana com um ph de 7,5 (ligeiramente alcalina), tem baixo sódio (2,2mg/L) e é pouco mineralizada.

A água Glaciar, apesar de ser ligeiramente ácida (ph 6,10), foi premiada internacionalmente como uma das melhores águas do mundo, é a 3ª água menos mineralizada, tem valores muito baixos de sódio (2,4mg/L) e tem um dos sabores mais puros e agradáveis que já encontrei numa água.
No entanto como em tudo, o importante é variar, tentando evitar as águas mais ácidas, alternando os tipos de água que bebemos (mineral, nascente, alcalinas e neutras) e ler os rótulos para sabermos o que estamos a beber. E se quisermos saber como está o ph do nosso sangue, basta fazer uma análise ao ph da urina.

 


Para informações mais completas sobre o significado das características das águas engarrafadas clique aqui

Somos o Que Comemos #9

Uma Correta Mistura dos Alimentos

 

 Uma vez que os alimentos se dividem em diferentes grupos e cada grupo apresenta caracteristicas diferentes, utilizam enzimas digestivas diversas e uns são digeridos mais rapidamente do que outros, há que ter em atenção o que misturamos no prato na hora da refeição!

Quando acertamos na combinação, o nosso organismo consegue queimar as gorduras como deve ser!

Gillian Mckeith propõe a seguinte divisão:

Grupo 1: As Proteínas produzem sucos digestivos ácidos, logo têm uma digestão lenta. Só devem ser misturadas, na mesma refeição, com o grupo 3.

Grupo 2: Os Hidratos de carbono (produzem sucos alcalinos), são rapidamente digeridos e precisam de enzimas diferentes das proteínas. Apenas devem ser misturados com o grupo 3.

Grupo 3: Saladas, legumes não amiláceos, raízes como nabos e cenouras, sementes, ervas aromáticas, óleos de frutos oleaginosos ou de sementes. Este grupo pode misturar-se na mesma refeição com o grupo 1 ou 2.

Grupo 4: A fruta detém o recorde da rapidez da digestão. As frutas devem ser comidas sempre sozinhas e distanciadas de pelo menos 30 minutos das restantes refeições pois utilizam enzimas completamente diferentes de todos os outros grupos e se forem consumidas a seguir a uma refeição, acabam por ficar a fermentar nos intestinos.

Somos o Que Comemos #8

Ingerir Diariamente Cereais

 

 

Os cereais devem ser comidos na sua versão integral e quanto mais escura for a sua cor, mais saudável e menos refinado é.

É um grupo essencial para uma alimentação saudável e é a base dos alimentos que nos dão energia. O FDA (Food and Drug Administration) recomenda a ingestão diária e diversificada de cerca de 25g de fibra mas é preciso ter em atenção que se forem ultrapassados os 50g diários de fibra, pode resultar em excesso de gases e dores abdominais.

Para que haja uma diversidade de escolha, passo a referir alguns dos cereais mais recomendados:

  • Arroz integral -  Grande quantidade de fibras. Rico também em vitaminas A, B, B2, B5 e B6, em cálcio, fósforo e ferro. É o cereal menos alergénico de todos (hoje em dia o problema do arroz integral é a contaminação pelo arsénio no seu grão - podem ler mais sobre esse assunto aqui - e por isso o único cereal que aconselho a ser comido na sua versão refinada/branca).
  • Amaranto - Contém mais cálcio e magnésio do que o leite de vaca!
  • Aveia - Boa fonte do complexo vitamínico B, é benéfica para o sistema nervoso. Contém mais gorduras boas do que a maioria dos outros cereais.
  • Cevada em Grão - De sabor adocicado, facilita a digestão. Rica em selénio, magnésio, viatmina B1 e manganês.
  • Centeio - Bom para fazer pão, é amigo do fígado. Contém proteínas, carboidratos, fibras, cálcio, ferro, betacaroteno, tiamina, riboflavina e niacina.
  • Espelta - Rica em sais minerias e proteínas, fortalece os orgãos internos. É o único cereal que tem mucopolisacáridos que estimulam o sistema imunitário.
  • Milho-Painço ou Millet - Muito nutritivo e de fácil digestão. Rico em vitaminas do grupo B e E, ferro, magnésio e potássio. Contibui para o bom funcionamento do baço. Isento de glúten.
  • Quinoa -  " O grão de Ouro", foi considerado pela Organização das Nações Unidas como o alimento mais completo para ser consumido pelos humanos. Contém todos os aminoácidos essenciais e é uma proteína completa.
  • Triguilho ou Bulgur - Excelente fonte de fibras, contém o dobro das proteínas do trigo, mais minerais, 16 aminoácidos e ácidos gordos essenciais.
  • TEFF - Cereal africano de sabor intenso. Contém mais potássio do que a maioria dos outros cereais e ajuda a eliminar a acidez do sangue. Isento de glúten. 

 

Clique aqui para aceder a uma deliciosa receita de pão de espelta ;)

Somos o Que Comemos #7

Leite: O Mais Recente Eterno Vilão

 

 

 Era uma vez uma indústria que conseguiu convencer todos de que o consumo dos seus produtos seria vital para a maioria das pessoas. Beber leite, muito leite, todos os dias várias vezes por dia para termos dentes e ossos fortes e crescermos bem, para que um dia quando chegassemos à velhice não sofressemos de uma terrível doença chamada osteoporose. E pronto, lá passei eu a minha infância e a minha adolescência a beber leite diariamente. Leite com chocolate e mais tarde leite com cevada. Bebia e ficava mal disposta. Durante anos não percebia o porquê de tanta indisposição até que comecei a ouvir falar em intolerância à lactose, na dificuldade em digerirmos o leite de vaca, nos problemas intestinais que os lacticínios provocam, nas reações alérgicas...enfim...e depois ainda descobri que o dito cálcio tão importante que o leite tinha, afinal não era assim tão bem absorvido pelo nosso organismo.
Segundo o Dr. José Roberto Kater, nutrólogo, a constituição do leite de cada mamífero é própria para aquele mamífero e não serve para outro. Refere ainda que apesar de o leite de vaca ter 4 a 5 vezes mais cálcio do que o leite humano, ele é feito para bezerros pois o equilíbrio de minerais que ele contém não permite a boa absorção de cálcio pelo nosso organismo. Contém pouco magnésio (sem magnésio o cálcio não fixa no osso), contém demasiado fósforo (o fósforo compete com o cálcio) e tem proteína demais acidificando o nosso sangue e para alcalinizar o sangue os rins vão buscar cálcio aos ossos. Resultado: em vez de absorvermos o cálcio do leite corremos o risco de perder cálcio ao tomar leite de vaca.

Por outro lado, normalmente as vacas são submetidas a centenas de injeções (com diferentes drogas) e a tratamentos com hormonas e pesticidas  - todos eles passam resíduos para o leite que ingerimos!
Além disso o leite de vaca tem muita gordura e caseína, uma proteína que várias pessoas têm dificuldade em digerir, mas o que muita gente não sabe é que a fervura do leite destrói as suas grandes moléculas indigestas facilitando a sua digestão. Portanto se tiver mesmo de o beber, ferva-o primeiro ou então opte por leite de cabra que tem as suas moléculas menores e é mais bem tolerado pelo nosso organismo. No entanto o melhor mesmo é eliminar ou reduzir drasticamente os lacticínios (com exceção do iogurte) da sua vida! Não foi à toa que a Harvard School of Public Health retirou os lacticínios e seus derivados da pirâmide alimentar tendo como motivo o risco do aumento do cancro da próstata e dos ovários, aconselhando a sua limitação a uma ou duas porções diárias.

 

Numa investigação levada a cabo por esta instituição, concluiu-se que a gordura saturada que se encontra nos lacticínios e os componentes químicos que são utilizados durante a sua produção, tornam-nos num alimento de alto risco. 

O iogurte é o único lacticínio que entra na minha alimentação e com moderação (apenas natural e em breve só feito em casa) porque o tolero bem, porque tem níveis de lactose bastante reduzidos e porque contém bactérias benéficas ao nosso intestino.

Alternativas ao leite para uma boa absorção de cálcio:

- Vegetais de folha verde-escuros (brócolos, couve-de-bruxelas, repolho, e couve-portuguesa, couve em geral, nabiça, etc.), tofu, frutos e sementes oleoginosas e o cereal amaranto.

 

 

Somos o Que Comemos #6

Sim às Gorduras Boas, Não às Gorduras Más!

 

 

 Apesar da palavra gordura assustar a maioria das pessoas, a verdade é que há gorduras boas com uma importância vital e que ajudam a metabolizar a nossa própria gordura, chamam-se Ácidos Gordos Essenciais (Ómega 3 e Ómega 6). Estes não são produzidos pelo nosso organismos e portanto temos de os obter através daquilo que ingerimos. Toca a comer nozes, avelãs, amêndoas, pevides, abacates, linhaça, sementes de girassol, pevides de abóbora, algas marinhas, peixe como sardinhas, bacalhau, atum e salmão (atum e salmão com moderação devido aos metais pesados presentes), não esquecendo do azeite cru!

Nota: Evite os frutos secos salgados ou torrados pois não precisamos do sal, gordura e conservantes que lhes adicionam.

As restantes gorduras como os Alimentos Gordos Saturados, são as que nos fazem engordar e chamo-as de más porque também nos podem causar uma grande diversidade de problemas como a obstrução de artérias, esgotar níveis de cálcio, comprometer a função de orgãos vitais, aumentando o risco de trombose ou ataque cardíaco. Carnes vermelhas, enchidos, lacticínios, fritos, fast food, são exemplos de gorduras nocivas que o nosso organismo não consegue assimilar eficazmente e muitas delas tornam-se massas tóxicas que ficam armazenadas no corpo.

 

 

 

Neste grupo maléfico, temos também as chamadas Gorduras Hidrogenadas (margarinas e outras gorduras para barrar de origem vegetal) que são o resultado de um processo que endurece os óleos vegetais. Se pararmos para pensar em tudo aquilo que leva gordura hidrogenada, eliminamos uma data de maus alimentos do nosso cardápio: batatas fritas de pacote, pão de forma de produção industrial, bolachas, biscoitos, fast food, aperitivos, snacks de chocolate, alguns cereais de pequeno almoço, produtos de pastelaria e confeitaria, bolos embalados, refeições prontas a consumir, refeições congeladas e embaladas prontas a consumir, alguns gelados e certas guloseimas cozidas no forno. Estas gorduras transformam-se nos ácidos gordos mais perigosos de todos porque provocam diabetes, doenças cardíacas e cancros, interferem com o metabolismo, desequilibram os ácidos gordos essenciais, aumentam o mau colesterol e reduzem o bom colesterol.

 

Para mais informações sobre gordura clique aqui

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